Âmbar

De Dicionário Livre de Geociências


Autor:Adrian PingstoneInseto dentro do âmbar
Autor:Adrian Pingstone
Inseto dentro do âmbar
Autor:Adrian PingstonePingentes de âmbar
Autor:Adrian Pingstone
Pingentes de âmbar

Âmbar:s.m.- Resina fóssil de um pinheiro (Pinus succinites) utilizada em joalheria. O âmbar é uma substância orgânica, de dureza entre 2 e 2,5 na escala de Mohs, densidade relativa pequena. variando de 1 a 1,08, o que lhe permite flutuar em água salgada, sendo encontrada em praias, para onde é trazido pelas correntes marinhas. Acredita-se que sua fonte sejam rochas sedimentares litorâneas ou que estejam no fundo do mar. Pode conter vestígios de animais que foram aprisionados em vida quando a resina não estava totalmente seca. Já foram encontrados mais de mil espécies de insetos, pequenos répteis, anfíbios, folhas e flores. Não ocorre no Brasil, sendo comum na Europa e na região do Báltico. A Alemanha é seu principal produtor. Na República Dominicana, Colômbia, México, ocorre a resina fóssil Copal, produzida por uma árvore do período terciário, do gênero Hymenaea, que se notabiliza por ser, em geral, enriquecido por fósseis. A idade estimada do Copal é de 16 milhões de anos, enquanto o âmbar verdadeiro chega a 65 milhões de anos.

Propriedades Físicas

  • Brilho: resinoso
  • Cor:amarelo, amarelo,amarelo escuro, marron, marron avermelhado
  • Transparência: transparente a translúcido
  • Dureza (Escala de Mohs):2 a 2,5
  • Densidade:1,03 a 1,09g/cm3
  • Hábito: ocorre como massas
  • Tenacidade: friável

Propriedades Óticas

  • índice de refração:1,54 a 155
  • substância amorfa, portanto isotrópica sob luz polarizada

Propriedades Químicas: Resina, matéria orgânica, hidrocarboneto. Submetido ao calor derrete e à chama pega fogo. Pode ser diferenciado de certos vidros pela dureza, densidade e por ser marcado pela ponta de uma agulha quente. De outras resinas modernas e plásticos, pode ser diferenciado pelo cheiro de óleo de pinheiro quando é aquecido e por flutuar em água salgada.

É parcialmente solúvel em álcool e éter, deixando como resíduo uma massa betuminosa.

Outras informações

  • História: Conhecido há muito tempo, foi citado por Plínio o Velho (24-79 A.C.)em seu trabalho

"História Natural", que já notara seu conteúdo em insetos. Já foi encontrado em ambientes arqueológicos, como em tumbas egípcias. Ao ser atritado com um pano se eletriza, e pode atrair fios de cabelo e pedaços de papel. Os gregos o denominavam eléctron, de onde surge a palavra eletricidade.

  • Usos: como joia e objetos de adorno. No passado teve uso medicinal.
  • Forma de ocorrência: Como massas soltas em praias, aluviões e em rochas sedimentares.

Imitações: plástico, vidro, resina sintética, e resinas naturais como o Copal.


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