Efluente

De Dicionário Livre de Geociências


Efluente s.m., do Latim effluente que emana, que flui. Todos os resíduos fluidos (líquidos e gasosos) provenientes das diversas atividades humanas, quando são descartados no meio ambiente.

Os efluentes líquidos constituem-se nos maiores poluidores dos corpos de águas e por isto tem sido dedicado muitos esforços para controlar a qualidade dos mesmos. No Brasil existe uma completa legislação Federal e Estadual que trata dos efluentes líquidos.

Índice de conteúdo

Classificação dos efluentes líquidos

Apesar de haver, segundo sua origem, uma profunda diversidade na quantidade de poluentes das águas servidas, em linhas gerais podemos classificar os efluentes líquidos em:

Efluentes domésticos

Caracterizam-se por possuírem uma alta carga de matéria orgânica (fezes, restos de comida, gordura, celulose) e substâncias empregadas como material de limpeza.

Efluente industrial

Sua composição varia em função da atividade industrial. Os efluentes da agroindústria e indústria alimentícia, em geral, são ricos em matéria ogânica ao passo que outros ramos industriais tendem a produzir efluentes mais ricos em diversos e variados elementos e compostos químicos.

Efluente agrícola

São os decorrentes diretamente das atividades agrícolas. Em geral são ricos em compostos ricos em nitrogênio, fósforo e enxofre, provenientes de adubos, e substâncias químicas tais como inseticidas, fungicidas, herbicidas.

Os poluentes decorrentes das atividades agrícolas atingem os corpos d'água após passarem pelo solo, de onde são retirados pela ação da águas de corrimento superficial e subterrâneas.

Efluente pluviais urbanos

São os carreados pela lavagem do ambiente urbano, promovida pelas águas de chuvas. São formados por detritos orgânicos, fuligem e hidrocarbonetos dos combustíveis, óleos e graxas dos veículos, além de inúmeras substâncias provenientes do desgaste dos pneus, asfalto e construções em geral.

Efluente de depósito de resíduos sólidos

Entre os vários depósitos de resíduos sólidos, os chamados lixões, produzem um efluente (chorume) extremamente concentrado em matéria orgânica e outras substâncias químicas e metais pesados. Muitas destas substâncias são geradas em processos de degradação aeróbica e anaeróbica que ocorrem nestes lugares.



Tratamento de efluentes líquidos

Para evitar ou minimizar danos ambientais os efluentes líquidos necessitam passar por tratamentos, visando a diminuir sua carga poluente, antes de ser descartado no solo ou em um corpo receptor (rio, lago ou mar).

O grau deste tratamento dependerá da qualidade do efluente e da qualidade do corpo receptor. As seguintes etapas podem ser descritas:

Tratamento primário

Usado para retirada do material sólido em suspensão e de substâncias menos densas do que a água (óleos, graxas, gorduras). Há diversas técnicas que podem ser usadas, de acordo com a caracterização química e física do efluente:

  • Gradeamento:

Operação preliminar de separação, através de grades ou peneiras de retenção, do material mais grosseiro.

  • Sedimentação ou Decantação:

A separação se dá em função da diferença de densidade entre as partículas e a água. A sedimentação pode ser:

    • discreta, quando a partícula é sedimentada como uma partícula individual, isto é, as partículas em processo de sedimentação se mantém separadas das demais, não sendo necessário sua aglomeração. Isto é o que acontece com a fração areia e silte na caixa de areia ou desarenador, primeira etapa do processo de sedimentação.
    • floculenta, quando as partículas são sedimentadas após se aglomerarem e se tornarem um corpo mais denso, aumentando a velocidade de sedimentação.
    • zonal ou em massa, quando as partículas se sedimentam como uma única camada que, paulatinamente, vai se adensando criando uma interface sólido-líquido no topo da massa. Isto ocorre por que as partículas sólidas em suspensão estão numa concentração tal que a menor distância entre elas aumenta sua interação e tolhe sua liberdade de movimento, criando uma estrutura que se comporta como uma massa única.
  • Equalização e Correção do pH

O efluente antes de ser lançado numa massa de água natural ou na rede coletora de esgoto municipal, necessita ter seu sua acidez equalizada e corrigida. Os seguintes pH servem de parâmetros par o descarte do efluente:

    • em corpo receptor natural: de 6,8 a 7,2
    • em rede coletora municipal: ao redor de 7,0
    • antes do tratamento químico ou biológico: de 6,8 a 7,2
  • Flotação

Serve para a remoção de substâncias no estado coloidal

Tratamento secundário

Os seguintes processos podem ser usados:

Tratamento terciário


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