Nomenclatura dos Minerais
De Dicionário Livre de Geociências
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Desde 1959 a tarefa de normatizar a criação de nova espécies minerais e sua nomenclatura vinha sendo realizado pela CNMMN "Comissão para Novos Minerais e Nomes de Minerais" ( em inglês Commission on New Minerals and Mineral Names)
Recentemente em Julho de 2006, esta Comissão se fundiu com a Comissão para a Classificação dos Minerais, (Commission on Classification of Minerals), dando origem à Comissão para a Classificação e Nomenclatura de Novos Minerais (Commission on New Minerals, Nomenclature and Classification (CNMNC)), que passa a ser a realizar as tarefas daquelas Comissões.
Desde 1959, aquelas Comissões vêm publicando relatórios sobre o assunto. Abaixo fazemos um resumo das orientações emanadas deste órgão, sobre os critérios a serem usados para a definição de novas espécies minerais e a escolha de um nome.
Critério para a definição de um novo mineral
Um mineral pode ser descrito como uma substância natural, sólida, inorgânica, cristalina, com composição química e propriedades físicas bens definidas.
Para ser considerado um novo mineral uma espécie necessita ter composição química e propriedades cristalinas diferentes de qualquer espécie mineral já conhecida.
Pequenas variações na composição química podem justificar uma nova espécie desde que a estrutura cristalina seja estabilizada por algum elemento menor de sua composição, ou que sua presença em alguns locais do retículo cristalino provoque mudanças estruturais associadas á sua carga ou seu diferente tamanho.
Um elemento químico pode substituir parcialmente outro, sem que isto resulte em maiores modificações estruturais, dando origem a variedades cuja nomenclatura deve ser o nome do mineral acompanhado por um adjetivo químico, como por exemplo Ni-pirita.
Minerais polimorfos podem constituir espécies diferentes, com nomes diferentes, como é caso da pirita (sistema cúbico) e a marcassita (sistema ortorrômbico) ou serem consideradas uma única espécie, como é o caso da analcima que pode se cristalizar nos sistemas cúbico, tetragonal, monoclínico, e outros.
Alguns polimorfos e politipos são designados por um único nome de espécie seguido de um sufixo estrutural,como por exemplo: lepidolite-2M1 and lepidolite-3T.
Nomenclatura
Segundo a (CNMNC), o primeiro cuidado ao se nomear uma nova espécie é escolher um nome que não traga nenhuma confusão com nomes de espécies já conhecidas.
Homônimos devem ser distinguidos acrescentando o nome ao sobrenome da pessoa escolhida, como por exemplo: youngita and brianyoungita, melonita ( da mina Melones na Califórnia ) and melonjosephita ( de Joseph Mélon ).
Cuidados devem ser tomados com nomes de idiomas como Chinês, Rússo, que podem ser de difícil compreensão e pronúncia para cidadãos de origem latina ou saxã. Exemplos: przhevalskite or xiangjiangite.
De qualquer modo, deve ser fornecida uma transliteração para o alfabeto latino. Da mesma forma nomes como vandendriesscheite ou haapalaite são igualmente difíceis para leitores asiáticos.
Recomenda-se que os nomes de novas espécies sejam escolhidos levando em consideração os seguintes critérios:
- 1-Homenagem a uma personalidade importante no campo da Mineralogia ou de alguma ciência correlacionada, como haüyne, mandarinoita. A permissão da pessoa homenageada deve ser obtida para este fim. Deve ser fortemente evitado nomear um mineral com nome de personalidade do mundo político, artístico ou esportivo, embora isto já tenha sido feito no passado como: nyerereite, em homenagem ao presidente tanzaniano Julius Nyerere.
- 2- Alusão a alguma propriedade física ou morfológica do mineral. Neste caso radicais gregos e/ou latinos quase sempre são associados, como: astrocyanite-(Ce), para designar uma rosetas de cor azul.
- 3- Alusão à composição química do mineral, sempre juntando símbolos químicos, ex: tantalite e umohoite (contendo U, Mo, O and H).
- 4- Nome de uma localidade geográfica de ocorrência: país, estado, localidade, mina, rio, ex:tunisite, coloradoite, kipushite.
Certas etimologias provenientes da antiguidade não correspondem ao critério acima como ex.: galena (Plínio, 77 A.D. ), cinábrio (Theophrastus, 315 B.C.)
- 5- Um nome já existente pode ser modificado pela adição de prefixos como clino-, orto-, para-, meta-, pseudo-, significando modificações estruturais ou semelhanças com minerais já existentes, como: clinocalcomenita, pseudomalaquita.
Um sufixo pode distinguir dois minerais pertencendo ao mesmo grupo mas que tenham composição química diferente, como é o caso de: florencite-(La) and florencite-(Ce)]

