Pérola das cavernas

De Dicionário Livre de Geociências


Autor:Eurico ZimbresCálcario oolítico, Bacia Sedimentar de Itaboraí, Rio de Janeiro, Brasil
Autor:Eurico Zimbres
Cálcario oolítico, Bacia Sedimentar de Itaboraí, Rio de Janeiro, Brasil

Pérola das cavernas: -Espeleotemas que se acumulam no chão de grutas calcárias, normalmente em locais com água. São arredondados, às vezes perfeitamente esféricos, e constituídos de uma sucessão de finas camada concêntricas de calcita, tendo em seu núcleo algum material diferente que atuou como semente para a precipitação das camadas de calcitas. No geral este espeleotemas atingem até 6 cm de diâmetro, podendo, em casos raros, chegar a 20 cm.

A origem destes espeleotemas é motivo de controvérsia, acreditando a maioria dos estudiosos que para sua formação é necessário a existência de água em poças no chão da caverna. Esta água é enriquecida em sais dissolvidos que caem do teto da caverna, e o excesso de carbonato de cácio (acima do ponto de saturação) é precipitado. Havendo partículas nesta água o carbonato se precipita ao redor das mesmas, e com o movimento permanente da água, as camadas vão se tornando cada vez mais esféricas à medida que o oólito cresce.


Depósitos antigos de calcários, como da Bacia Sedimentar de Itaboraí, Rio de Janeiro, possuem rochas formadas pela concreção destes oólitos (calcário oolítico), o que indica que os mesmos também podem se formar a céu aberto, se as condições químicas e físicas permitirem. A existência de pérolas das cavernas com tamanhos maiores, portanto com peso elevado, é um argumento contrário a esta explicação.


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