Risco
De Dicionário Livre de Geociências
Risco: s.m. Mineral. - Em mineralogia denominamos risco ao sulco deixado na superfície de um mineral quando este é riscado com a ponta de um material mais duro (outro mineral, vidro, metal, unha,etc).
Neste sentido risco é diferente de traço pois implica em uma mundança física destrutiva (perda de material) enquanto traço refere-se ao pó deixado por uma substância sobre a outra, a exemplo do traço que a grafite deixa sobre o papel.
A propriedade responsável pela maior ou menor capacidade de riscar outros minerais é chamada de dureza, que é uma propriedade associada á estrutura cristalina de um mineral, da mesma forma que a clivagem.
Grafite e diamante são dois minerais bem distintos formados pela mesma substância: carbono. Enquanto o grafite tem dureza baixa, o diamante é o mais duro de todos os minerais. Esta diferença se dá devido às diferentes estruturas cristalinas destes minerais.
Para verificar se um mineral risca ou não outro, usando a escala de Mohs, temos que tomar alguns cuidados:
- -As superfícies a serem testadas devem ser frescas, livres de alterações químicas superficiais,
- -O mineral que está sendo usado para riscar (referência) deve possuir uma ponta que facilite a concentração da pressão aplicada na menor superfície possível,
- -O mineral que está sendo riscado deve estar firmemente preso pela mão ou apoiado sobre uma superfície, e possuir um superfície plana e limpa que permita ver claramente se foi riscado ou não,
- - Deve-se tomar cuidado em não confundir traço com risco. Isto pode ser conseguido limpando possíveis pós deixado na superfície e observando com uma lupa se realmente foi formado um sulco. Pode-se também usar o tato, passando-se a unha na superfície de forma a sentir o sulco.
- -Quando estivermos usando uma lâmina de vidro como referência, deve-se sempre deixá-la sobre uma mesa, de preferência com uma folha de papel embaixo, para evitar que ela se quebre em nossa mão e nos cause ferimentos. Nunca use a lâmina de vidro para riscar, mas para ser riscada.
- Se estivermos usando uma ponta de canivete, este pŕecisa estar muito firmemente seguro pois poderá escapar da superfície que está sendo riscado, machucando o operador. O canivete deve ser seguro o mais próximo que pudermos do outro mineral, pois isto aumenta nossa firmeza e permite que apoiemos nossa mão.
- - O risco deve ser obtido pressionando firmemente um mineral sobre o outro e deslizando-o enquanto se mantém esta pressão. Os novatos tendem a fazer o teste passando o mineral de referência sobre o outro em vários movimentos rápidos de vai e volta. Isto é desaconselhado pois não permite imprimir a pressão necessária e cria dúvidas sobre o risco deixado, que pode ser muito sutil. No caso de surgirem vários riscos, cria-se a dúvida se são atuais ou se já existiam antes.
- -Mesmo que não consigamos determinar a dureza exata do mineral, é sempre importante que anotemos sua faixa de variação, pois esta informação associada a outras (tipo de clivagem, hábito, fratura, densidade e cor) poderá ser decisiva na classificação final. Procure determinar a faixa de variação a mais estreita possível.
Ex: Se conseguirmos determinar que o mineral é mais duro do que a fluorita e menos duro do que o feldspato, significa que sua dureza está entre 4 e 6. Esta faixa de dureza é bem menor do que se determinarmos que o mineral é mais duro que a unha e menos duro que o feldspato. Neste último caso a dureza estaria variando entre 2,5 e 6,uma faixa muito maior e onde há um número bem maior de minerais.

