Serra Geral

De Dicionário Livre de Geociências


Foto:João Paulo LucenaCânion formado pela erosão da Formação Serra Geral
Foto:João Paulo Lucena
Cânion formado pela erosão da Formação Serra Geral

Serra Geral (Formação)- Nome usado pela primeira vez por White, I.C., em 1908, para designar o espesso pacote de rochas vulcânicas, de idade ao redor de 120 ma, final do Jurássico, início do Cretáceo, que recobrem grande extensões (cerca de 1,2 milhões de km2) das rochas sedimentares da Bacia Sedimentar do Paraná, de idade Paleozóica.

Estes derrames de lavas são compostos predominantemente (cerca de 95%) por basaltos, e secundariamente por rochas mais ácidas: riolitos, dacitos e riodacitos, que podem ocorrer nos topos dos derrames, principalmente nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

As rochas vulcânicas extravasaram por inúmeras fraturas da Crosta Continental, produzidas na ruptura do antigo Continente Gondwana que levou à separação da América do Sul e África e ao surgimento do Atlântico Sul.


Importância econômica

Foto:WocypkeGeodo de ametista (serrado para mostrar seu interior. Observe que a parede do geodo é formada de ágata
Foto:Wocypke
Geodo de ametista (serrado para mostrar seu interior. Observe que a parede do geodo é formada de ágata
  • O intemperismo das rochas da Formação Serra Geral dá origem a um solo avermelhado e muito fértil, conhecido como "terra rocha", denominação proveniente da expressão "terra rossa", dada pelos imigrantes italianos. Estes solos é o responsável pelo grande desenvolvimento da agricultura nos Estados do Sul e Sudeste do Brasil.
  • No Rio Grande do Sul, maior produtor no Barasil, grandes depósitos de ametista e ágata estão presentes nos topos dos derrames basálticos, na forma de geodos. Estas jazidas são normalmente exploradas nos níveis onde as rochas estão profundamente intemperizadas. Em alguns casos a exploração se dá em túneis cavados na rocha sã.
  • Municípios gaúchos produtores de ametista e ágata são: Ametista do Sul, Salto do Jacuí, Quaraí, Santana do Livramento, Iraí. Há também ocorrências em Alegrete, Uruguaiana, São Borja, Carazinho, Erechim, Lageado, Soledade e Caxias do Sul.
  • Além de ametista estes municípios também produzem uma variedade artificial, amarelada, de quartzo, através da queima da ametista em fornos a 400°C, durante um período de cerca de 9 horas. Este quartzo é conhecido no mercado como "citrino" ou "topázio do Rio Grande". Ambas as denominações devem ser evitadas, pois citrino é o nome reservado para uma variedade natural e amarela de quartzo, e topázio é outra espécie mineral, com propriedades bem distintas do quartzo, com o qual não se confunde. O uso destes nomes de fantasia podem levar ao engano do consumidor que não possua um conhecimento mínimo de Mineralogia e Gemologia.


Grupos e Formações Geológicas Brasileiras

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