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Carta a meus ex-alunos

Tenho mais de 40 anos dedicados aos estudos e ao magistério. Já dei aulas para alunos de 11-12 anos em escolas públicas da periferia de São Paulo. Já lecionei em escolas preparatórias aos exames do Madureza Artigo 99 (hoje Supletivo), de cadetes de escolas militares e cursinhos pré-vestibulares. Nos tempos terríveis da ditadura cívico-militar dava aulas clandestinas na zona leste de São Paulo e no ABC, discutindo com trabalhadores o texto da CLT, mostrando que mesmo dentro da lei era possível se organizar e levar adiante lutas reivindicatórias nos locais de trabalho. Nos últimos 30 anos me dediquei integralmente a uma Universidade Pública no Rio de Janeiro, tendo algumas vezes me afastado do que sempre gostei de fazer, lecionar e pesquisar, para trabalhar na associação dos professores como diretor ou presidente, na defesa de uma universidade pública voltada aos interesses do povo e não somente aos de uma elite social e econômica.

Ao longo de minha vida ensinei as bases do raciocínio científico a milhares de alunos. Muitas vezes tivemos choques devido às suas crenças religiosas e, nestes momentos, procurava mostrar a importância de separar nossa vida espiritual dos ensinamentos científicos. Eu mesmo, um não religioso, reconheço que minha vida foi pautada por um princípio ético, portanto não científico, que se tornou a base de muitas religiões, como o Confucionismo, o Budismo e o Cristianismo: Não fazer a outros o que não queremos que seja feito conosco.

É bem possível que este princípio ético tenha sido o mais importante elemento garantidor da coerência e integridade dos primeiros agrupamentos humanos, base da atual sociedade humana.

Todas as barbáries cometidas contra a Humanidade, sempre foram precedidas pela negação ao outro de sua essência humana. Assim aconteceu com a invasão do Continente Americano e o consequente massacre de sua população nativa. Mais tarde foi usada para se perpetrar um dos maiores crimes contra a Humanidade: a escravidão e a mercantilização de negros. Recentemente a culta Alemanha foi tomada pelo furor antijudeu, um povo considerado um não igual. Em todos estes casos, para sub-repticiamente contornar o princípio ético de não se fazer ao outro aquilo que não queremos que seja feito a nós, a solução foi subtrair do outro o direito de ser um nosso igual. Eles foram desqualificados de sua essência humana e considerados os não outros.

Novamente estamos diante de fatos da mesma magnitude. Diante da avalanche de votos dados a Dilma pela população simples e trabalhadora, procura-se desqualificar os seus votos como sendo votos não válidos, na medida que foram dados por não outros, por pessoas destituídas das qualidades que se considera importantes para ser um dos nossos iguais: conhecimento, capacidade de se articular política e socialmente e de ser bem sucedido na vida. O Brasil do Nós e dos Eles. Esta é a tentativa de se perpetuar a sociedade dos não iguais, construída nos últimos 500 anos: Nós, os europeus e eles, os índios. Nós os europeus e eles, os negros africanos. Tudo para se chegar ao Nós, os bacanas do Sul e Eles, os ignorantes do Norte e Nordeste.

Hoje estou na China, muito longe do Brasil. Aqui, envolvido pela cultura deste povo, reforcei uma crença que há muito tempo me acompanha: enquanto o passado representa o real, o que existiu, o futuro nada mais é do que a representação de nossa vontade, uma simples possibilidade, dotado da qualidade da não existência. A cada momento coexistem diversos futuros segundo o pensamento e a vontade de quem o pensa. Diferentemente, o passado é único, pois foi real, foi o que existiu, é e nele que precisamos apoiar nosso raciocínio quando procuramos entender a realidade presente, por mais complexa que ela seja, para tornar o futuro na realidade que queremos.

Neste momento recorro aos meus milhares de ex-alunos e lhes peço: em respeito a todo esforço que fiz para torná-los pessoas cultas, dotadas de raciocínio científico, despojadas da estupidez de pensar que só nós temos as verdades eternas, analisem o passado de ambos os candidatos, Dilma e Aécio. Qual dos dois tem um passado que o qualifica a transformar o Brasil em um país onde não exista mais os não outros, um país onde o princípio ético da igualdade de direitos seja a base para se criar uma sociedade de pessoas felizes?

Analisem seus passados pessoais e suas ligações históricas. Eu, longe de querer lhes impor minhas conclusões, só vejo o futuro que almejo sendo construído por Dilma. Aécio é prisioneiro de seu passado pessoal e familiar. Prisioneiro do fato de que aos 17 anos de idade ganhou um emprego público em Brasillia, onde não precisava trabalhar, enquanto levava uma vida de estudante bacana no Rio de Janeiro. Foi um jovem de 25 anos que ganhou a concessão pública de uma rádio FM do amigo político agradecido. Um adulto que tem mais curtido a vida na boemia da Zona Sul do Rio do que se dedicado aos estudos e ao trabalho em prol da sociedade.

Um representa o passado, que eu não quero que volte a ser futuro, mas é apoiado por aqueles que tem neste passado a origem de sua riqueza e o querem de volta como seu novo futuro.

Você, meu ex-aluno, hoje oficial das Forças Armadas, Doutor , Profissional liberal, Trabalhador ou Aposentado, pense: quanto você sofreu porque era um não outro. Porque não teve quem o presenteasse com um emprego destes ou com a concessão de uma rádio.

Analise quantas obras Dilma fez que tivessem como interessados pessoas de sua família. Quantos aeroportos ela construiu para valorizar suas fazendas e as de seus parentes.

Analise o quanto eles fizeram contra este terrível mal que é a corrupção, um mal que tem nos vitimado ao longo de centenas de anos. O quanto eles se locupletaram pessoalmente com o uso do espaço público, para mim, a maior das corrupções. Não seria corrupção ter um emprego em Brasillia enquanto se dedica a outros afazeres na longínqua cidade do Rio de Janeiro? Ganhar uma concessão pública de rádio só porque é parente do amigo? Receber, ainda jovem e sem experiência um emprego de Diretor da CEF, que melhor seria exercido por um profissional experiente, talvez até você mesmo?

Analise o que ambos fizeram até agora para por um fim à existência da sociedade dos não outros, da terrível sociedade do Nós e do Eles, os subs.

O Brasil se encontra numa encruzilhada civilizatória e o seu voto pode decidir o futuro deste país! Pode decidir se teremos um país independente e justo ou um país submisso a interesses estrangeiros e injusto com sua população.!

Lembranças do velho professor e amigo.

Haikou, China, 15 de outubro de 2014.

Eurico Zimbres

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